Os sindicatos nasceram com a sociedade industrial.

Para Adam Smith, tratava-se da luta de alguns trabalhadores que queriam obter maiores ganhos, contra alguns patrões que procuravam dar-lhes o mínimo.

Neste conflito de interesses, os sindicatos sofreram primeiramente castigos penais.

Depois, foram tolerados e se tornaram constitucionais.

A partir dessa evolução histórica é difícil predizer seu futuro.

Em ciências sociais nada é como foi, tudo é como será.

Uma compreensão global dos sindica­tos exigiria uma resposta multidisciplinar.

A economia, a sociologia, a his­tória, o direito do trabalho, etc, teriam que marcar aqui um encontro, se o que se quer é compreender o fenômeno glo­bal (econômico, sociológico, histórico, jurídico, etc) que são hoje os sindicatos.

Forçados pelos limites de espaço, privilegiaremos a resposta histórica e socioló­gica.

Com elas, torna-se claro como nasceram e o que são hoje.

Mas sem esquecer, evidentemente, a economia e o direi­to.

Sem eles se torna difícil delinear, além de como são, como serão os sindicatos no futuro, independentemente do acerto de uma resposta que, por ser prospectiva, se­rá incerta.

Conceitualmente são tão sindicatos os operários como os patronais.

O direito contemporâneo mais moderno assim o estabelece.

Mas uma tradição, ainda bem enraizada, costuma reservar o nome de sindicatos aos de trabalhadores, atribuin­do o termo associação aos sindicatos de empresários.

Aqui, referimo-nos só aos primeiros, não tanto por fidelidade a uma tradição que hoje, no nosso modo de entender, se revela negativa, quanto por razões de espaço.

Mas não seria desacerta­do sobrepor, a esta análise concreta, esta premissa conceitual.

Porque sindicatos, no sentido moderno, são tanto os de trabalhadores como os de empresários.

Somente a partir desta bipolaridade se entende hoje a dinâmica industrial que criou os sindicatos.

Leia mais em:

Entenda o nascimento dos sindicatos

Entenda a evolução dos sindicatos

Entenda o presente dos sindicatos

Entenda os sindicatos democrático-ocidentais

Entenda o futuro dos sindicatos

Fonte: Antonio Marzal, é doutor em Direito e licenciado em Direito Com­parado, Filosofia, Letras e Teologia. É também pro­fessor titular de ESADE e da Universidade Autô­noma de Barcelona.

Categorias: RECURSOS HUMANOS