Através da análise e da avaliação dinâmica e da evolução competitiva do mercado, e apoiando-se nas técnicas da carteira, a empresa pode pôr em andamento as decisões estratégicas de lançamento, eliminação, ampliação ou redução da gama de produtos.

Contudo, uma pergunta fundamental impõe-se: A quem cabe gerenciar o marketing?

Evidentemente, a resposta não pode ser outra senão a alta direção da empresa.

Quando se fabrica, porém, uma grande variedade de produtos, a solução é criar a função de gerente de produto que, sem substituir a direção, assume a responsabilidade da direção operativa dos produtos no mercado.

O gerente de produto

A figura do gerente de produto, criada em 1927 pela Procter & Gamble para a potenciação de sua ação empresarial com o sabão Camay, estendeu-se rapidamente a todas as empresas multiproduto de bens de consumo, até alcançar também mais adiante as empresas industriais e de serviços.

Segundo Philip Kotler, sua responsabilidade funcional abarca seis tarefas:

  • Desenvolver a longo prazo uma estratégia competitiva e de crescimento para seus produtos.
  • Preparar o plano de marketing e o orçamento do mesmo.
  • Atuar como interlocutor com os serviços externos de marketing (propaganda, promoção, institutos de pesquisa, etc).
  • Motivar mediante toda classe de incentivos a equipe de vendas para que não desfaleçam em seu trabalho de apoio produto.
  • Recolher constantemente informação sobre os resultados do produto, os hábitos e atitudes dos consumidores, postos em evidência pelas análises de mercado, e os novos problemas ou oportunidades que tenham podido surgir.
  • Iniciar melhorias do produto para responder às necessidades cambiantes

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Fonte: Josep Chias Suriol – Master em Administração e Direção de Empresas (ESADE), consultor de empresas e membro da American Marketing Association e da European Academy of Marketing.