A consultoria empresarial é algo tão novo e sujeito a mudanças tão rápidas que para isso coexistem no mercado todo tipo de empresas, grandes e pequenas, além dos consultores individuais.

E cada um desses tipos realiza uma função útil, embora diferente do resto.

Os consultores individuais

Existem milhares de consultores individuais, alguns totalmente dedicados à consultoria, outros apenas parcialmente.

Neste último grupo sobressaem os professores das escolas de administração que dedicam cerca de 20% de seu tempo a assessorar empresas ou outras organizações em todo tipo de problemas.

Também é comum que, ao se aposentar, um diretor venha a dar assessoria em temas de sua competência.

Existem, nos Estados Unidos, grupos de ex-diretores que oferecem gratuitamente seus serviços para causas cívicas, como ajudar pequenos empresários de minorias raciais a dirigir seus pequenos negócios.

E contam-se aos milhares as pessoas que oferecem seus serviços em todo tipo de especialidades, algumas com grande eficiência e a preços tão ou mais elevados do que os de uma grande empresa de consultoria.

O consultor individual é, com frequência, o único adequado para ajudar uma pequena empresa.

Se o consultor for capacitado e profissional, seus conselhos poderão ser muito úteis ao pequeno empresário, a um custo aceitável.

Por outro lado, nesse tipo de consulta existem mais exemplos de falta de ética profissional, já que é uma profissão ainda não regulamentada.

As pequenas empresas

Provavelmente, a maior parte dos consultores trabalham agrupados em empresas de 2 a 15 consultores profissionais, ajudados por quatro ou cinco funcionários de apoio (contadores, secretárias, ajudantes de pesquisa, etc).

Essas empresas são criadas para facilitar a prática profissional de seus fundadores, que preferem compartilhar o risco entre vários consultores, do mesmo modo que os advogados se associam em bancas.

Em muitos casos, o cliente se beneficia da justaposição de experiências trazidas pelos diversos membros da empresa.

Evidentemente, algumas destas pequenas empresas conseguem desenvolver seu próprio estilo ou definir uma área de serviços nova, com grande demanda, e aos poucos chegam a converter-se em uma grande empresa de consultoria.

A maior parte, contudo, não consegue consolidar-se e desaparece em dez ou quinze anos.

Da mesma forma que os consultores individuais, esse tipo de empresa pode ser ideal para clientes de tipo médio ou para temas específicos em grandes empresas.

As grandes empresas de consultoria

As maiores empresas são, logicamente, as que menos podem considerar-se como consultoras empresariais.

As de engenharia, por exemplo, geralmente dispõem de mais de mil consultores, mas somente uma parte deles trabalha em consulta empresarial.

As firmas auditoras importantes têm grandes departamentos de consultoria, mas grande parte de sua atividade está centralizada em temas muito técnicos.

As grandes empresas que atuam quase totalmente no campo da direção empresarial são internacionais, têm entre 100 e 1000 consultores, quase todos graduados em administração de empresas, e distinguem-se por alguma característica que as faz especialmente atraentes para certos clientes.

Tais empresas são contratadas principalmente por grandes companhias, governos, bancos e organizações muito complexas, como a NASA ou uma grande universidade.

Raramente trabalham em equipes de menos de três consultores e seus honorários são sempre elevados.

Contudo, até mesmo pequenas empresas podem contratá-las em temas muito concretos, como o controle de inventários, as políticas comerciais, a redução de gastos gerais e outros similares.

Representação esquemática da pirâmide profissional que configura a maioria das empresas de consultoria.

A pirâmide profissional

Normalmente, as empresas de consultoria são propriedade de alguns dos consultores, chamados sócios, partners, vice-presidentes ou algo semelhante.

Em muitos casos há dois tipos de sócios, sênior e júnior, que dividem as responsabilidades de direção.

Os consultores, que com frequência também se dividem em sênior e júnior, não costumam ser proprietários da empresa, mas geralmente recebem sua compensação em função de sua contribuição para o êxito econômico da empresa de consultoria.

A estrutura acima, 1-3-6-10, é apenas ilustrativa, mas corresponde bastante bem ao escritório de uma grande empresa de consultoria.

As promoções de uma categoria para outra geralmente são decididas em votação da categoria superior, isto é, os “sócios júnior” escolhem os novos consultores sênior, de acordo com uma série mais ou menos rigorosa de critérios que o candidato deve cumprir.

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Fonte: Carlos Zaragoza – Engenheiro industrial pela Universidade de Barcelona e Master em Administração de Empresas pelo MIT.