A consultoria de direção, por ser relativamente nova e mal compreendida, tem ardentes detratores.
São constantes as histórias de relatórios que não servem para nada, consultores que fizeram mais mal do que bem, etc.
Grande parte desses problemas provém da incapacidade para escolher entre os diversos tipos de empresas e estilos de consultoria; no entanto, muitos erros provêm também da relação inadequada entre o cliente e o consultor.
Se um diretor julga que precisa de um consultor, deve estar disposto a dirigi-lo, do mesmo modo que dirige outros diretores da empresa.
Deve destinar uma parte muito importante de seu tempo a trabalhar com o consultor, dando e recebendo informação.
Deve motivar o resto da empresa para que todos cooperem voluntariamente com o consultor.
E, sobretudo, deve escolher um consultor com o qual se sinta à vontade, do mesmo modo que escolhe seus subordinados entre pessoas que lhe são compatíveis.

Toda empresa que desejar realizar uma mudança profunda em suas estruturas deverá ter sempre presentes estes seis princípios básicos. As empresas de consultoria sabem por experiência que nas gavetas de muitos diretores se encontram planos estratégicos elaborados, os quais nunca foram levados à prática por falta de definição nos objetivos e nos princípios básicos.
A relação consultor-cliente, um favor decisivo
Quando se escolhe uma grande empresa de consultoria, com frequência se comete o erro de contratá-la como empresa, quando na realidade se está contratando um diretor do projeto que será ou não adequado ao cliente, segundo suas características pessoais.
Por isso é impossível dizer qual é a empresa de consultoria adequada a cada cliente; é preciso escolher entre os consultores individuais que as empresas consultoras oferecem.
Grande parte do êxito ou fracasso da consulta depende da correta definição do trabalho.
O cliente crê conhecer seu problema, mas o consultor gosta de agir como um médico e realizar seu próprio diagnóstico.
Como geralmente acontece, a virtude está no meio termo: o consultor aperfeiçoa o diagnóstico inicial do cliente e discute-o até chegar a outro melhor.
Quando uma grande organização deseja contratar um consultor, certamente solicita propostas de duas ou mais das empresas de consultoria de renome.
Também é provável que se ponha em contato com alguma empresa especializada no problema.
A escolha entre as diversas propostas deve basear-se na qualidade do chefe de projeto proposto pelas consultoras, no método sugerido para resolver o problema e nas referências de casos semelhantes; raramente o preço é fator decisivo, já que o custo de um fracasso é muito superior aos honorários que se poderiam economizar.
A pequena e média empresa não costumam procurar várias empresas de consultoria: um membro do conselho de administração ou um diretor conhece um caso de consulta com bons resultados, e julga que algo semelhante seria útil em sua empresa.
Outras vezes chama-se um professor que deu um curso do qual participou um dos diretores.
Mais do que um problema de escolher, trata-se de aceitar ou rejeitar uma proposta em função da confiança que um consultor desperta, do custo e dos resultados que espera obter.
Leia mais em:
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- Como entender o que é a consultoria empresarial
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- Entenda o que são as empresas de consultoria
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Fonte: Carlos Zaragoza – Engenheiro industrial pela Universidade de Barcelona e Master em Administração de Empresas pelo MIT.
