O fator de decisão mais comumente ignorado talvez seja a ética do consultor.

A grande variedade de possíveis conflitos de interesse, a confidencialidade e muitos outros temas éticos são bastante importantes na profissão de consultor.

E, infelizmente, a maior parte dos clientes não conhecem sequer os padrões profissionais, e não se dão ao trabalho de comprovar se seu consultor os cumpre.

Se os clientes conhecessem estes padrões e procurassem comprovar seu cumprimento, muitas das histórias de fracasso que se mencionam teriam sido evitadas.

Uma grande empresa de consultoria tem seu código de ética profissional, que todos os consultores devem assinar ao ingressar na firma.

Com poucas diferenças todas elas têm padrões muito elevados para proteger o cliente de qualquer tipo de abusos.

As empresas menores e os consultores individuais não costumam ter esse código e por isso, nos Estados Unidos existem várias associações de consultores que pretendem garantir com seu selo alguns padrões éticos adequados.

A Association of Consulting Management Engineers (ACME), que agrupa empresas médias e pequenas, exige que seus membros subscrevam um código de ética que inclui, entre outros, os seguintes pontos:

  • Confidencialidade da informação.
  • O consultor não pode beneficiar-se pessoalmente graças aos conhecimentos que venha a adquirir (por exemplo, comprando ações quando sabe que subirão).
  • Não se pode aceitar um cliente concorrente de outro, sem a licença explícita do primeiro cliente.
  • Não é aceitável garantir resultados concretos, tais como um lucro, economia ou determinada receita, já que isto depende de fatores alheios ao consultor.
  • Não se devem aceitar projetos com uma visão tão curta que não sejam úteis.
  • Todos os métodos, técnicas e ideias utilizados devem ser explicados ao cliente para que possa utilizá-los no futuro, sem depender do consultor.
  • Não é aceitável pagar comissões a nenhum intermediário, nem incluir na equipe consultores independentes cuja contribuição não seja necessária para realize o trabalho.

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Fonte: Carlos Zaragoza – Engenheiro industrial pela Universidade de Barcelona e Master em Administração de Empresas pelo MIT.