Dos tempos em que o dinheiro tinha valor, em função de sua relação com o ouro, passou-se a uma situação em que este valor é determinado por complicados mecanismos financeiros.

O dinheiro converteu-se em uma mercadoria com um elevado custo de aquisição e um alarmante índice de depreciação.

O diretor de uma empresa não pode deixar de lado este fenômeno, quando necessita de financiamento ou desfruta de um excesso temporário de liquidez.

As noções de matemática financeira que aqui se oferecem são indispensáveis para uma boa gestão da empresa, embora num primeiro momento possam parecer áridas e sua aplicação um tanto complexa.

Para uma empresa o valor do dinheiro – ou, a outra cara da moeda, a depreciação ao longo do tempo – apresenta aspectos complementares. 

Por um lado, a empresa pode dispor de capitais cujo destino não seja o financiamento de sua atividade e que exigem uma aplicação que, pelo menos, compense a perda de poder aquisitivo. Para determinar qual deve ser essa aplicação, devem ser levados em conta três fatores: rentabilidade, segurança e liquidez.

Mas o fenômeno apresenta outro aspecto de grande importância: a depreciação da moeda supõe um constante encarecimento na reposição de estoques. A direção financeira da empresa tem de buscar um equilíbrio de caixa que lhe permita obter um financiamento que seja o menos caro possível.

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Fonte: Josep Tàpies LloretEngenheiro Industrial pela Universidade Politécnica de Barcelona, Espanha. Master em Direção e Administração de Empresas.