A estrutura organizacional não deve ser tanto um organograma formal minucioso quanto uma armação flexível, capaz de responder às exigências do ambiente, com um adequado fluxo de informação e uma comunicação que facilite a coordenação rápida entre os departamentos.

Segundo diretores de todos os níveis, são os seguintes os principais problemas de funcionamento interno que as organizações enfrentam:

  • Falta de comunicação.
  • Falta de coordenação, sobretudo entre os departamentos.
  • Falta de definição de áreas, atribuições e responsabilidades.
  • Excesso de burocracia.
  • Falta de iniciativa, criatividade e inovação.

Esses problemas vêm-se repetindo ao longo dos últimos 20 anos, embora com o tempo tenham mudado as prioridades; na déca­da de 60 e início dos anos 70 aparecia em primeiro lugar a indefinição de tarefas, atribui­ções e responsabilidades; ultimamente tal indefinição viu-se deslocada pelo problema da comunicação e da coordenação.

Objetivos

A estrutura organizacional incide, direta ou indiretamente, nesses problemas.

Seu desenho, portanto, deve visar aos seguintes objetivos:

  • Facilitar o fluxo e o processo das informações.

Evidentemente, as informações são a matéria-prima para a tomada de decisões.

Para dirigir uma empresa, há necessidade de informações sobre a demanda, o gosto dos consumidores, o custo dos fatores de produção, as mudanças que se aproximam, etc, pois é a partir delas que se tomam decisões nos diferentes níveis da organização.

A fim de que isso seja possível, é necessário que as informações fluam na organização e se dirijam para os centros de decisão.

  • Flexibilidade e adaptação.

Outro objetivo permanente que a estrutura organizacional deve facilitar é a flexibilidade e a capacidade de adaptação às novas exigências.

A criação de órgãos (a designação de tarefas, atri­buições e responsabilidades), seu agrupamento em unidades maiores, o estabelecimento de procedimentos administrativos e de normas, tudo isso implica burocracia na acepção weberiana do termo.

  • Satisfação de seus membros.

Por último, o desenho da estrutura organizacional deve garantir satisfação para as pessoas que nela atuam e a sustentam.

Para isso, os diretores precisam receber a tempo as informações de que necessitam para a tomada de decisões (objetivo número um); não ver a sua ação interceptada e prejudicada pela atuação de ou­tros departamentos (por falta de coordenação); receber suficientes atribuições e responsabilidades para atuar com eficiência (ques­tão relacionada com a centralização e a descentralização, com o grau de delegação, com a distribuição do poder na empresa, com o estilo de direção, etc).

Em última análise o que importa é o comportamento das pessoas na organização.

Evidentemente, ele depende da estrutura, mas esta é apenas um dos fatores condicionantes – e não determinantes.

Além desse, há ou­tros, como o sistema e o estilo de direção, que condicionam bem mais.

Esta observação é oportuna porque, com relativa frequência, costuma-se atribuir à estrutura organizacio­nal problemas derivados do sistema de direção e do comportamento dos chefes e dos colaboradores.

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Fonte: José M. Veciana Vergés – Doutor em Ciências Econômicas, pela Universida­de de Barcelona (Espanha) e em Ciências Econômicas e Sociais, pela Universidade de Frankfurt (RFA). Pro­fessor catedrático de Economia de Empresas na Uni­dades de Barcelona.